Archive for the “Cultura digital” Category

Estão abertas inscrições para as oficinas do projeto SAMAUMA, uma das ações colaborativas do Programa NAVEGAPARÁ. O projeto vai capacitar sessenta pessoas nas técnicas de produção de vídeos, áudios e sites, mobilizando pontos de cultura, cineclubes e escolas a produzir conteúdos para exibição no programa “Ponto de Cultura Pará” da TV Cultura do Pará e também para publicação na internet.

O projeto “SAMAUMA-Jornadas de produção audiovisual em infocentros por pontos de cultura e cineclubes” vai realizar três jornadas de produção de audiovisual com oficinas de Roteiro e Direção de Vídeo; Produção e Finalização de Vídeo; Produção e Edição de Áudio; e Criação e Manutenção de Site. As jornadas vão acontecer em Ananindeua (Infocentro do Ponto de Cultura Ananin) no período de 10 a 14 de novembro; em Marabá (Infocentro do Ponto de Cultura Galpão de Artes de Marabá) de 16 a 21 de novembro e em Santarém (Infocentro do Pontão de Cultura Digital do Tapajós), de 5 a 10 de dezembro. Os participantes das oficinas têm que ter algum tipo de vínculo com infocentro, ponto de cultura, cineclube ou escola do projeto “Escolas de Portas Abertas”. A expectativa é que elas atuem como produtoras de conteúdos audiovisuais junto às organizações que os indicaram.

O projeto tem como meta produzir 30 vídeos e 30 áudios de curta duração para serem exibidos na TV Cultura e em telões nas áreas de acesso público do Programa NAVEGAPARÁ, visando socializar a produção com a população local e despertar o interesse da coletividade pela cultura digital. O “Manual de Produção em Software Livre” será distribuído aos participantes das oficinas e disponibilizado para download, visando disseminar o uso dos softwares livres. Também vão ser criados trinta sites como ferramentas de publicação de conteúdos audiovisuais e como estratégia de visibilidade das ações socioculturais dos parceiros do projeto. O “Mapa Olha Nós na Mídia”, um guia de sites e portais colaborativos de webradio e webtv, é outra ferramenta que o projeto vai adotar para estimular a publicação de conteúdos audiovisuais na internet através da rede de infocentros, escolas, pontos de cultura e cineclubes.

O Projeto SAMUAMA foi selecionado através de edital de apoio a projetos para ações colaborativas em Infocentros lançado pela FAPESPA – Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará, órgão do Governo do Estado do Pará. O projeto é coordenado pelo educomunicador Samir Raoni e tem como parceiros o Pontão de Cultura Rede Juvenil, Pontão de Cultura Pororoca da Cidadania, Pontão de Cultura Digital do Tapajós, Coletivo Pogobol, Circuito Polífônico, Associaação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, Sr. Chefe e Rede Cine Norte.

SERVIÇO: A inscrição na jornada de oficinas é gratuita e pode ser feitas pelo site www.redecom.org.br. Informações pelo e-mail samaumacoletivo@gmail.com e pelos fones (91) 8154-1386 e (91) 9245-7985.

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Vem aí a Feira Cultura Digital dos Bairros, um projeto do Pontão de Cultura Digital do Tapajós que pretende reunir diversas iniciativas da cultura digital numa feira com oficinas, rodas de conversa, cineclubismo, apresentações musicais, serviços, jogos e brincadeiras, uma produtora multimídia comunitária, uma feira de economia solidária, acesso livre à internet e muito mais.

A Feira vai acontecer nos dias 7, 8 e 9 de abril, no Centro de Formação da Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Av. Olavo Bilac com Trav. Tomé de Souza. Bairro: Santarenzinho).

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Os infocentros do Programa NavegaPará vão se ligar no Inovacine-Fapespa. Na próxima quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010, quem acessar ao site www.webtv.pa.gov.br a partir das 20 horas assistirá e participará de uma sessão cineclubista online no Pontão de Cultura Digital de Santarém. A sessão será dinamizada pelo coordenador do Inovacine, Francisco Weyl.  Será projetado o filme “Barravento” (Glauber Rocha) e a atividade marca o início da fase itinerante do projeto, resultado de uma parceria entre a Fapespa e a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC). O Pontão de Cultura Digital do Tapajós fica na Av. Barjonas de Miranda, 434 e a entrada é franca.

O Pontão de Cultura Digital do Tapajós é uma iniciativa coordenada pelo Projeto Saúde & Alegria e conta com o apoio do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Pará e da Prefeitura de Santarém

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Cultura Digital Brasileira
A liberdade é essência e aspiração

Rogério Duprat. 1963 + Damiano Cozzella.
Num IBM 1620 da Escola Politécnica da USP
(música + academia) = Klavibm II
Cibernética + Bossa Nova + Cultura Pop
Informações em rede antes da rede
Tropicália = O direito à tecnologia, ao universal

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Terminou hoje o I Encontro de Conhecimento Livres promovido pelo Pontão de Cultura Digital do Tapajós. Desde a última quarta-feira, dia 04/11 cerca de 50 pessoas entre ativistas do software livre, monitores de telecentros comunitários, lideranças, educadores, comunicadores populares e gestores de projetos sociais representantes de Pontos e Pontões de Cultura, Telecentros, Infocentros e Casa Brasil de Santarém estiveram reunidos. Companheiros e companheiras de Roraima, Amapá, Amazonas e de várias partes do Pará participaram deste I Encontro.

O Pontão de Cultura Digital do Tapajós está voltado para promover a cultura digital e a articulação entre pontos de cultura da região e é realizado pelo Projeto Saúde e Alegria e Projeto Puraqué com o apoio do Ministério da Cultura/ Programa Cultura Viva, Governo do Estado/ Navegapará e Prefeitura Municipal de Santarém.

A programação esteve recheada de trocas de experiências, oficinas de audio, vídeo, metareciclagem, gráfico, blog e debates sobre como fortalecer a cultura digital na região, além do ato inaugural do laboratório multimídia do Pontão. Um dos principais resultados do evento, foi a criação do Fórum Amazônico de Cultura Digital, dando o início a um processo de articulação permanente com o uso das ferramentas da internet para discussões sobre políticas públicas, projetos, desafios e trocas de experiências, além da preparação de novos encontros de integração.

Em linhas gerais, o fórum quer criar um espaço aberto de discussão que consiga dar visibilidade às questões peculiares sobre como fazer cultura digital na Amazônia, seja através das experiências já existentes, como também discutindo o desafio de fomentar novas iniciativas.

Abaixo a Carta de Santarém, do Fórum Amazônico de Cultura Digital, aprovada durante o encontro, reúne algumas desses princípios. Foi definida a utilização como ferramenta de articulação a rede social do Cultura Digital do Ministério da Cultura e da Rede Nacional de Pesquisa, que você pode acessar em http://culturadigital.br Participe! Se inscreva e dê o seu recado!

Abaixo a íntegra da Carta que pedimos ampla divulgação:

Carta de Santarém – Fórum Amazônico de Cultura Digital

Os Pontos e Pontões de Cultura, Telecentros, Infocentros, Casa Brasil e núcleo de informática educativa, reunidos no I Encontro de Conhecimentos Livres no Pontão de Cultura Digital do Tapajós, em Santarém, nos dias 4 a 6 de novembro de 2009, tem por consenso, as seguintes propostas para a implementação de uma política pública de incentivo às ações de cultura digital na Amazônia.

Considerando que a Cultura digital é um conceito novo e que parte da idéia de que a revolução das tecnologias digitais é, em essência, cultural. O impacto que ressaltamos é que a tecnologia digital muda os comportamentos e que o uso pleno da internet e do software livre cria fantásticas possibilidades de democratizar os acessos à informação e ao conhecimento.

A cultura digital maximiza os potenciais dos bens e serviços culturais, amplifica os valores que formam o nosso repertório comum e, portanto, a nossa cultura, e potencializam também a produção cultural, criando inclusive novas formas de arte.

A Amazônia, contudo, merece uma atenção diferenciada, do porte das suas dimensões e do investimento necessário para incluir sua população, hoje em grande déficit de políticas de fomento a cultura digital. Para mitigar e iniciar um processo de transformação em nossa região é preciso:

1.Que se amplie e dissemine o debate com toda sociedade civil visando construir consenso para avançar na implementação de marcos regulatórios e de políticas públicas que assegurem a sustentabilidade e permanência de iniciativas de cultura digital. Isso vai superar os obstáculos que se interpõem num contexto de descontinuidades geradas pelas mudanças de gestão;
2.Que os diversos programas sociais e políticas públicas, voltados para assistência social, criança e adolescente, inserção produtiva, educação de jovens e adultos tenham como um de seus componentes as ações de cultura digital;
3.Uma política pública que assegure a qualidade da banda de internet disponível e estimule a redução significativa dos preços de conexão à Internet, tanto para o usuário final como para os provedores locais de serviços de Internet;
4.Assegurar recursos públicos e um marco legal habilitador para a implementação de estratégias de municípios digitais que contemplem projetos de cultura digital públicos e gratuitos como redes de conexão à internet comunitárias, telecentros comunitários e conexões compartilhadas;
5.Que se assegure iguais oportunidades de acesso aos pontos de presença das espinhas dorsais em cada município, tanto para provedores de serviços locais como para iniciativas de inclusão e cultura digital, bem como garantia legal que esses pontos de cultura, telecentros e infocentros, tenham banda de alta disponibilidade à medida que expandam sua utilização no município;
6.Que as iniciativas de cultura digital se aliem a um verdadeiro processo de democratização dos meios de comunicação, reconhecendo e incrementando as rádios comunitárias;
7.Que as iniciativas de cultura digital assegurem uma gestão participativa das comunidades onde estão localizadas e que este seja um critério preponderante nos editais públicos;
8.Fortalecer e incentivar iniciativas de cultura digital que promovam as línguas, os dialetos, as identidades culturais, regionais e étnicas;
9.Que os ambientes de cultura digital estejam de acordo com a legislação vigente no país e acordos internacionais que tratam a questão da acessibilidade, garantindo às pessoas com deficiência o acesso aos bens e serviços públicos;
10.Implementar ações eficazes junto aos pontos de cultura, telecentros e infocentros, trabalhando de forma crítica e construtiva o tema da conscientização socio­ambiental;
11.Incentivo a iniciativas de cultura digital relacionadas à formação, produção e compartilhamento de informação, conteúdo e de conhecimento;
12.Que as políticas públicas de cultura digital incluam as questões de gênero, raça, LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros), os povos indígenas, quilombolas, áreas de preservação ambiental, assentamentos rurais, associações de bairros e as comunidades de pescadores;
13.Que os projetos de cultura digital e programas de expansão de conectividade e infra­estrutura lógica fomentados pela esfera pública cheguem às regiões remotas e isoladas, bem como localidades de baixa densidade populacional;

Por fim, nos dispomos a articular/construir o Fórum Amazônico de Cultura Digital, constituído por todos os atores sociais que atuem na área e que desejem integrar esse espaço aberto, democrático e de inclusão, procurando ampliar nossa rede aos países e comunidades no âmbito do Tratado de Cooperação Pan-Amazônico.

Santarém, 06 de novembro de 2009

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Ontem, 05/11 aconteceu a inauguração das instalações do Pontão de Cultura Digital do Tapajós, um projeto que vem sendo desenvolvido pelo Projeto Saúde e Alegria em parceria com o Projeto Puraqué com o poio do Ministério da Cultura/ Programa Cultura Viva, Governo do Estado do Pará, através do Programa Navegapará e a Prefeitura Municipal de Santarém.

O projeto busca a integração das novas tecnologias para a promoção da cultura e a articulação entre diversas experiências de inclusão digital da região e pontos de cultura espalhados em vários estados da Amazônia.

Com a presença da Prefeita de Santarém, Maria do Carmo, na manhã de ontem, foi realizado um ato simbólico de inauguração do espaço localizado na Rua Barjonas de Miranda, 434, Bairro da Aldeia. A inauguração aconteceu durante o I Encontro de Conhecimento Livres que está acontecendo desde ontem com a presença de cerca de 50 pessoas vindas de diversos telecentros e pontos de cultura de Santarém e de outros eestados. Contanto com um infocentro do Navegapá com 15 máquinas conectadas à internet banda larga, o espaço abriga ainda um laboratório multimedia. Assim, além de cursos de informática disponíveis para a população, a proposta é valorizar a produção cultural de nossa região, que pode receber um tratamento audiovisual, virar um CD ou DVD ou mesmo um filme na Internet.

A Prefeita Maria do Carmo ressaltou que o projeto “é mais um exemplo de como as políticas públicas podem ganhar com o conhecimento que as organizações comunitárias tem sobre política comunitária e metodologias de inclusão social. A inclusão digital aqui é também a inclusão social por meio do acesso e uso das novas tecnologias”, afirmou a Prefeita durante o evento.

O Encontro de conhecimentos livres continua com oficinas até amanhã, sexta-feira e finaliza com a criação do Fórum Amazônico de Cultura Digital.

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